| Login | Crie o seu Jornal Online FREE!

Folha do Delegado
Desde: 12/01/2011      Publicadas: 2101      Atualização: 14/12/2013

Capa |  ARQUIVO POLICIAL  |  ARTIGOS DE OUTROS AUTORES  |  CASOS POLICIAIS MISTERIOSOS  |  CRIMINOSOS CRUEIS  |  DESTAQUES  |  DIREITO & JUSTIÇA  |  LIÇÕES DE VIDA  |  MEUS ARTIGOS


 ARQUIVO POLICIAL

  14/02/2011
  0 comentário(s)


Operação Mosaico: Polícia Federal no combate ao tráfico

A preocupação com o crescimento do tráfico de drogas no Rio de Janeiro no fim dos anos 80 expandiu as fronteiras do Estado e chegou até Brasília

Operação Mosaico: Polícia Federal no combate ao tráfico
Operação Mosaico: Polícia Federal no combate ao tráfico

A preocupação com o crescimento do tráfico de drogas no Rio de Janeiro no fim dos anos 80 expandiu as fronteiras do Estado e chegou até Brasília. E foi com o objetivo de combater o crime organizado e o tráfico de entorpecentes no Rio que o então diretor-geral da Polícia Federal (PF), delegado Romeu Tuma, planejou a Operação Mosaico. Agentes federais iniciaram uma série de investidas em morros da cidade atrás de traficantes de drogas, armas e entorpecentes. Diretor da capital federal, Romeu Tuma comandava as ações e recebia os resultados das operações " como em outubro de 1987, quando 14 agentes da Polícia Federal subiram o Morro do Juramento, mataram dois traficantes de drogas e apreenderam maconha, cocaína, munições de vários calibres e material para a endolação de drogas. As investigações da Polícia Federal sobre o comércio de entorpecentes duraram mais de um ano. O nome Mosaico foi definido pelo próprio Tuma, segundo ele, por causa da dificuldade de se reunir documentos e outras evidências que permitissem levar à Justiça os envolvidos no crime organizado. E as provas documentais obtidas pela PF seriam peças que, reunidas, formariam um mosaico, onde se teria uma visão global do funcionamento do esquema de venda de drogas.

A Operação Mosaico foi dividida em duas fases. A primeira, em fevereiro, culminou com a morte do traficante Antônio José Nicolau, o Toninho Turco, apontado então como o principal chefe do tráfico de drogas na época. Dentro da casa de Turco, a Polícia Federal chegou a uma lista de cerca de 13 mil nomes de pessoas envolvidas com o esquema. Com esses nomes, a ajuda de algumas testemunhas e um computador, a PFa cruzou as informações e, depois de cinco meses, montou a Operação Mosaico II. Para dar início à Operação Mosaico I, foi necessário transferir para presídio Ary Franco os principais integrantes da Falange Vermelha, facção que comandava o tráfico de drogas na época. Cortando o acesso deles aos telefones, ficaria mais fácil para as policias iniciarem o combate ao tráfico. Depois da morte de Toninho Turco, durante a Operação Mosaico, os principais líderes de uma facção criminosa " José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha, José Carlos Gregório, o Gordo, e Paulo dos Reis Encina, o Paulo Maluco " iniciaram um controle dos principais pontos de drogas e se tornaram os "reis do tráfico". No dia 11 de fevereiro, a Operação Mosaico I teve a sua principal ação com a morte do traficante Antônio José Nicolau, o Toninho Turco, responsável por 60% da cocaína vendida no Rio (volume que variava de 8 a 15 toneladas por mês). Na ação foram utilizados 170 policiais federais de todo o Brasil, 70 homens do grupo de elite da Polícia Militar e 25 detetives que ficaram dois dias reunidos no Centro de Instrução da Brigada Pára-quedista, em Deodoro. Os policiais chegaram na mansão de Toninho Turco, que ficava na Rua Belize, em Marechal Hermes, por todos os lados. Até um helicóptero foi usado na ação. O bandido tentou reagir e foi baleado. O delegado responsável pela operação ainda tentou levá-lo para o Hospital Carlos Chagas, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu. A casa de mil metros quadrados impressionou todos os policiais que participaram da ação porque tinha diversas rotas de fuga. Ela era ligada, através de túneis subterrâneos, à Churrascaria Mesquitão, à Academia Mesquita de Judô e à boate Casino Samba Show, todas de propriedade de Toninho Turco. Apontado como homem de confiança de Toninho Turco, o ex-detetive Osmar Severino, o Osmar Negão, morreu no mesmo dia, mas em um outro confronto. A polícia também prendeu 30 pessoas, estouraram um cassino e apreenderam cinco quilos de cocaína e 168 mil dólares. Entre os presos estavam seis policiais militares e civis. O poder de Toninho Turco na época era tão grande que ele conseguiu eleger o filho deputado estadual. José Antônio Vieira Nicolau foi eleito aos 27 anos com 13.136 votos. Na época, o diretor-geral da Polícia Federal disse que Toninho Turco poderia ter ligações com traficantes colombianos do chamado Cartel de Medellín. Segundo investigações da polícia na época, Toninho Turco lucrava CZ$ 94 milhões por mês com a venda de cocaína. Ele também teria ligações com a cúpula do jogo do bicho. Na semana seguinte à ação, os policiais federais prenderam o diretor de bateria da Unidos de Vila Isabel, Amadeu Amaral, o mestre Mug, na concentração da escola, que se preparava para entrar na avenida. Ele foi acusado de ser um dos responsáveis pelo abastecimento de cocaína nos morros do Pau da Bandeira e Macacos, em Vila Isabel. Mug foi retirado algemado da avenida e levado para a Polícia Federal. O nome dele aparecia na lista encontrada dentro da casa de Toninho Turco.
  Autor:   Segadas Vianna





Capa |  ARQUIVO POLICIAL  |  ARTIGOS DE OUTROS AUTORES  |  CASOS POLICIAIS MISTERIOSOS  |  CRIMINOSOS CRUEIS  |  DESTAQUES  |  DIREITO & JUSTIÇA  |  LIÇÕES DE VIDA  |  MEUS ARTIGOS
Busca em

  
2101 Notícias


MEUS ARTIGOS
 

DROGAS

 

O CRACK DO OIAPOQUE AO CHUÍ

 

SEGURANÇA PUBLICA

 

Desarmar o povo é dar segurança aos marginais

 

DIVERSOS

 

APENAS UMA CARTA DE GRATIDÃO

 

DIVERSOS

 

O PROIBIDO REXSPY

 

DIVERSOS

 

O defunto que morreu duas vezes

 

DROGAS

 

O PODER SOBRENATURAL DO CRACK

 

DIVERSOS

 

UMA COMPARAÇÃO MITOLOGICA ENTRE OS AMORES DE ARES O DEUS DA GUERRA E LAMPIÃO O REI DO CANGAÇO

 

CRIMES SEXUAIS

 

O "ESTUPRADO"


CASOS POLICIAIS MISTERIOSOS
 

DIVERSOS

 

Caso Carlinhos

 

HOMICIDIO

 

O Maniaco da Cruz

 

HOMICIDIO

 

Febrônio Índio do Brasil " O Filho da Luz

 

HOMICIDIO

 

o caso Andrei Chikatilo:

 

HOMICIDIO

 

O caso Ted Bundy:

 

DIVERSOS

 

Os casos de Charles Manson:

 

HOMICIDIO

 

Crimes eternamente insolúveis

 

HOMICIDIO

 

JACK O ESTRIPADOR (WHITECHAPPEL, LONDRES, INGLATERRA, 1888)


LIÇÕES DE VIDA
 

DIVERSOS

 

ABC da Cidadania

 

DIVERSOS

 

Professor saúda ABRAVIPRE e tradições libertárias do Ceará

 

DIVERSOS

 

Galinha Tonta

 

DIVERSOS

 

A morte de Josué de Castro no exílio


DESTAQUES
 

DIVERSOS

 

Meritíssimo

 

SEGURANÇA PUBLICA

 

Insegurança nossa de cada dia

 

JORNALISMO

 

85 anos da Independência: Ode ao Quatro de Outubro

 

DIVERSOS

 

Sustentabilidade que não é a Ambiental


DIREITO & JUSTIÇA
 

JUSTIÇA

 

O juiz, a imprensa, o mensalão

 

DIVERSOS

 

MEDIDAS PROTETIVAS DA LEI MARIA DA PENHA CONFERE CAPACIDADE POSTULATÓRIA À MULHER

 

DIVERSOS

 

O GIGANTE DESPERTOU E AGORA QUER ACESSO À JUSTIÇA

 

DIVERSOS

 

DIREITO PENAL E O TERROR DE ESTADO. EU VOU P"RÁ RUA, SIM!

 

DIVERSOS

 

Ex-senador Demóstenes Torres é denunciado por corrupção passiva pelo MP-GO

 

DIVERSOS

 

N O T A D E R E P Ú D I O


ARTIGOS DE OUTROS AUTORES
 

SEGURANÇA PUBLICA

 

CRIMES DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, DE CONSTITUIÇÃO DE MILÍCIA PRIVADA E DE ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA E PRISÃO TEMPORÁRIA : UMA LACUNA LEGAL

 

DIVERSOS

 

Peregrino, seu destino é caminhar

 

DIVERSOS

 

CRIME ORGANIZADO: NOVA LEI 12.850/13 E O PROBLEMA DA CONDUTA DOS AGENTES INFILTRADOS NO COMETIMENTO DE INFRAÇÕES PENAIS

 

DIVERSOS

 

As letras e a paz

 

DIVERSOS

 

O Advogado no universo jurídico

 

DIVERSOS

 

Presos e Esperança

 

DIVERSOS

 

A inesquecível Nova Acauan

 

DIVERSOS

 

Mídia será alvo das manifestações


CRIMINOSOS CRUEIS
 

DIVERSOS

 

Horror absoluto: o genocídio silencioso

 

HOMICIDIO

 

O perigo mora ao lado

 

DIVERSOS

 

Uma sociedade de matadores

 

HOMICIDIO

 

BELEZA MEDONHA

 

DIVERSOS

 

HITLER E A CRUZ JAÍNA OU SUÁSTICA

 

DIVERSOS

 

O MÉDIUM DO ANTICRISTO