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Folha do Delegado
Desde: 12/01/2011      Publicadas: 2101      Atualização: 14/12/2013

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 ARQUIVO POLICIAL

  27/11/2011
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Pareja ( I )

Falar de Leonardo Pareja é descrever uma vida bandida. É narrar uma história de um marginal diferente, mas nunca herói.

Pareja ( I )Onaldo Queiroga
Pareja ( I )

Falar de Leonardo Pareja é descrever uma vida bandida. É narrar uma história de um marginal diferente, mas nunca herói.

Tudo começou quando Pedro Pareja, um empresário bem sucedido e já de certa idade, conheceu uma garçonete bem mais nova de nome Luiza. Apaixonado, resolve contrair matrimônio. Casados, Pedro e Luiza adotaram um menino a quem deram o nome de Leonardo Pareja. Nascia um delinqüente.

Sua infância foi passada numa bela casa, freqüentando os melhores colégios de Goiana. Na infância já mostrava que sua inteligência era dirigida para um caminho sem volta, pois aos onze anos de idade andava com sua bicicleta pelas ruas de Goiana quebrando retrovisores e pára-brisas de veículos.
Na adolescência, tratou de ingressar de vez na criminalidade, praticando furtos de toca-fitas e de veículos luxuosos.

Com a separação de seus pais, deixa a boa vida da mansão e passa a viver em uma favela de Goiana. Com a morte do pai, em 1992, Pareja declara: "Eu achei que tudo estava perdido para mim. Aí eu comecei a rasgar o verbo e criar situações mais perigosas, a vida já não tinha mais sentido e eu perdi o medo da morte". Era o sinal do mergulho definitivo na delinqüência.

Mas, ele tinha algo diferente. Boa pinta, galanteador, exibicionista e com comportamentos inusitados durante a prática dos delitos, Pareja começou a escrever sua fama. Pensava alto, queria câmeras, manchetes e todos os holofotes da mídia.

Sua primeira aparição nacional foi no seqüestro de uma sobrinha do Senador Antonio Carlos Magalhães. A vítima, na sua ótica, foi bem escolhida, não era uma moça qualquer, como afirmou: "Ele (Antonio C. Magalhães) comandava a política e a polícia e foi a minha chance de sair com vida de lá. Se fosse a filha de um operário ou de uma dona de casa, estávamos eu e ela no cemitério". Nesse episódio, Pareja, para acalmar as vítimas, pegou um violão e começou a tocar e a cantar uma bela música sertaneja. Depois resolveu com seu comparsa abandonar o seqüestro e fugir. A evasão foi bem sucedida. Insatisfeito, começou a dar entrevistas colocando sua versão para o evento e, equivocadamente, lhe conferiram o título de celebridade.

Daí por diante passou a desafiar a polícia de Goiás. Ligava para as rádios e anunciava o dia e a hora em que praticaria os delitos. Cumpria sempre o anunciado, conseguindo fugir, expetacularmente várias vezes. Numa noite só, por exemplo, vinte e hum postos de gasolina foram assaltados.

Costumava dizer: "Se não fosse o perigo, eu estava morto, o perigo me faz viver". Como bem enfatizaram certa feita: "Polêmico e hábil, Pareja sempre tratava de conduzir a discussão para um ponto controvertido". Questionou diversas instituições do país, atacando a forma como eram conduzidas. Costumava proclamar que, por ser bandido, sua palavra não era levada em conta.
  Autor:   Onaldo Queiroga


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