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Folha do Delegado
Desde: 12/01/2011      Publicadas: 2101      Atualização: 14/12/2013

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  14/02/2011
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Paulo Roberto de Moura, o "Meio Quilo, o amor bandido da filha do vice governador da época"

Como diria Joãozinho Trinta: é o luxo no lixo. Têm aquilo tudo que o pobre só vê pela televisão.E uma aura de heroísmo em torno deles atrai inclusive muitos jovensda classe média abastada.Mas nada se compara ao romance da filhade um vice-governador do Rio com o traficante Meio-Quilo, líder da favela do Jacarezinho, um dos poderosos chefões do Comando Vermelho.

Paulo Roberto de Moura, o

Paulo Roberto de Moura, o "Meio Quilo, o amor bandido da filha do vice governador da época"

Como diria Joãozinho Trinta: é o luxo no lixo. Têm aquilo tudo que o pobre só vê pela televisão.E uma aura de heroísmo em torno deles atrai inclusive muitos jovensda classe média abastada.Mas nada se compara ao romance da filhade um vice-governador do Rio com o traficante Meio-Quilo, líder da favela do Jacarezinho, um dos poderosos chefões do Comando Vermelho. Paulo Roberto de Moura Lima nasceu na favela. Filho do operário cearense Francisco Salles de Moura e de Joana Moura, aos onze anosde idade costumava ajudar o padre Nelson Carlos Del Mônaco a cele-brar a missa de domingo na paróquia de Nossa Senhora da Auxiliado-ra. A capela fica bem no meio da favela do Jacarezinho, hojetransformada no quartel-general do tráfico de cocaína no Rio. Menino ágil e ambicioso, Paulinho logo trocou a igreja pelo trabalho como"avião" dos traficantes. Ou seja: aquele que entrega a droga aos vi-ciados. Esperto, muito cuidadoso, nunca andava com grande quanti-dade da droga. Um truque para se passar por viciado se fosse apanhadopela policia. A lei se concentra no traficante- enquanto o viciado só é condenado a tratamento, nunca à prisão. Andando sempre com "pesos peque-nos", ficou conhecido como Meio-Quilo.De "avião" para traficante, um pulo. Em 1981, quando se casou~om Márcia Neves, já era conhecido fora das fronteiras do Jacarezi-nho. Meio-Quilo fez uma escalada rápida no crime organizado. Con-quistou a amizade de um dos mais importantes traficantes do ComandoVermelho: José Carlos dos Reis Encina-o Escadinha", senhor todo-poderoso do Morro do Juramento. Ele ajudou Meio-Quilo a controlartráfico no Jacarezinho. Emprestou homens, armas, e deu a ele o car-go de gerente da boca. Meio-Quilo fez o resto sozinho. Parte do di-nheiro da venda de drogas era aplicada em melhorias na favela:Meio Quilo tentou fugir do Frei Caneca em um helicóptero que caiu devido á tiros disparados pelos PMs das guaritas do presídio. E morre vítima de hemorragia cerebral. Até hoje um in-quérito tenta determinar o que fez com que os médicos agissem desta maneira.

Meio-Quilo morreu aos 31 anos. Estava condenado a 360 deprisão. Seu enterro levou três mil pessoas ao cemitério de Ricardo deAlbuquerque. A comunidade favelada do Jacarezinho, a segunda maior da América Latina, chorou a morte de seu líder. A tentativa de resgatar os chefões do Comando Vermelho ganhoua primeira página de todos os jornais do país. E revelou o romanceque ficou conhecido como "amor bandido", virou título de capa demuitas revistas. Há quatro meses Meio-Quilo namorava a filha do vice-governador do Estado. Um namoro é claro dentro do presídio. Maria Paula Amaral, filha de Francisco Amaral, um político muitopopular na Baixada Fluminense, tinha vinte anos quando se apaixo-nou pelo traficante. Sua mãe comandava um trabalho de assistência.aos presidiários. Maria Paula ajudava"e fez parte de um projeto de reforma do teatro do presídio onde estava Meio-Quilo. Um dia, uma conversa pelo telefone, um amor à primeira palavra.Quando o traficante morreu, a filha do vice-governador apareceu no Instituto Médico-Legal. Deu uma estrondosa entrevista à imprensa. Disse que, depois de ferido gravemente, Meio-Quilo foi espancadopelos guardas do Desipe. Responsabilizou o Estado que o pai representava pela morte do traficante. E disse mais: Meio-Quilo era um homem honrado, dizia para ela nunca usar drogas. E sempre a prevenia de que iria morrer cedo.Amor bandido"mas amor.
  Autor:   Fonte: Segadas Vianna


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