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Folha do Delegado
Desde: 12/01/2011      Publicadas: 2101      Atualização: 14/12/2013

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 CASOS POLICIAIS MISTERIOSOS
  13/02/2011
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JACK O ESTRIPADOR (WHITECHAPPEL, LONDRES, INGLATERRA, 1888)
O Estripador atacava no chamado East End (algo como zona leste) de Londres, num bairro de classe pobre chamado Whitechappel. Tudo começou com a morte de uma prostituta, Maty Ann "Polly" Nichols, encontrada numa ruela localizada a cerca de 180 metros do hospital de Londres. O modo como foi morta, com a garganta rasgada e alguns órgãos retirados, já prenunciava a selvageria de precisão cirúrgica que marcaria as mortes atribuídas oficialmente ao misterioso assassino.
JACK O ESTRIPADOR (WHITECHAPPEL, LONDRES, INGLATERRA, 1888)
JACK O ESTRIPADOR (WHITECHAPPEL, LONDRES, INGLATERRA, 1888)

O caso mais famoso de todos se passou quase simultaneamente ao lançamento do livro O Médico e o Monstro, do escritor escocês Robert Louis Stevenson, e de sua primeira adaptação para o teatro, o que lhe conferiu uma aura de mistério infindável. É considerado o primeiro grande caso de um assassino em série, e justamente o fato de sua verdadeira identidade ser um mistério é que suscitou uma grande quantidade de teorias, a maior parte delas tão fantasiosas que geraram uma quantidade de suspeitos enorme a ponto dos pesquisadores do caso escolherem seu favorito. Curiosamente não se sabe nem mesmo se o apelido que o tornou notório para as pessoas foi mesmo dado pelo assassino, já que sua origem, como veremos, dá margem a desconfianças.

O Estripador atacava no chamado East End (algo como zona leste) de Londres, num bairro de classe pobre chamado Whitechappel. Tudo começou com a morte de uma prostituta, Maty Ann "Polly" Nichols, encontrada numa ruela localizada a cerca de 180 metros do hospital de Londres. O modo como foi morta, com a garganta rasgada e alguns órgãos retirados, já prenunciava a selvageria de precisão cirúrgica que marcaria as mortes atribuídas oficialmente ao misterioso assassino.

Quando a segunda vítima, Anne Chapman, foi identificada, o medo começou a crescer entre as mulheres daquela região. Chapman é descrita como uma prostituta em fim de carreira, já com a saúde debilitada. Mesmo assim algo atraiu o assassino, que a selecionou para ser sua segunda vítima. As "extrações" foram ainda mais violentas do que as observadas na vítima anterior.

O mito do elusivo matador de Whitechappel, que havia ganhado a alcunha de Avental de Couro, ganhou a forma como conhecemos hoje após um jornal da região receber inúmeras cartas, supostamente do assassino, assinadas como Jack o Estripador. Essas cartas estão hoje nos Arquivos Nacionais, uma espécie de Arquivos Públicos, e podem ser consultadas pelos interessados.

Todos esperavam com um misto de curiosidade e ansiedade para saber quando a Scotland Yard conseguiria por as mãos no criminoso. Os habitantes do bairro até mesmo organizaram patrulhas particulares para ajudar a polícia. Enquanto isso o Estripador preparava seu novo golpe. Numa mesma noite atacou Elizabeth Stride bem em frente a um clube de cavalheiros. Porém a aproximação de uma carroça impediu que o "trabalho" fosse completado e a vítima teve apenas a garganta cortada (um modo de impedir que houvesse gritos). Ela foi encontrada com um cacho de uvas na mão e alguns doces. Alertados, os homens do clube chegaram a sair de seu estabelecimento e ajudar nas buscas. Porém mais uma vez Jack parecia ter simplesmente sumido, um fato que se torna mais tnotável quando sabemos que, na mesma noite, as tais patrulhas particulares estavam em ação também. O fato de Stride não ter nenhum órgão retirado levou muitos ripperologistas a duvidar que ela foi vítima do mesmo assassino.

Apenas 45 minutos depois de descobrirem Stride, na Mitre Square, em plena Londres, o Estripador atacou de novo. Desta vez pegou Catherine Eddowes e fez seu macabro trabalho. O legista deu pela falta de meio rim, que mais tarde apareceria numa carta recebida por George Lusk, presidente do Comitê de Vigilância de Whitechappel. O pedaço de rim foi conservado "nos espíritos do vinho" (uma maneira vitoriana para se referir ao álcool etílico) e muitos acreditam que se trata do mesmo rim roubado da vítima.

Mesmo que o termo serial killer (assassino serial) tenha sido cunhado na década de 1970, o vitoriano Jack, O Estripador foi o representante mais famoso do gênero psicopata. Matou ao menos 5 prostitutas no miserável bairro londrino de Whitechappel e retirou cirurgicamente partes de seus corpos

O quinto e último crime atribuído ao Estripador foi o de Mary Kelly e foi o único que aconteceu dentro de um quarto e não na rua. O assassino entrou no local pela privacidade do quarto para realizar seu trabalho: grande parte do rosto da vitima foi simplesmente removida, bem como um de seus seios e parte da coxa, além dos intestinos e de seu coração. Um verdadeiro espetáculo que revoltaria os estômagos mais fortes, a julgar pela fotografia da época.

"Minha faca está tão boa e afiada que QUERO VOLTAR AO TRABALHO JÁ, se tiver uma chance"
PRIMEIRA CARTA DO SUPOSTO JACK, O ESTRIPADOR DE 27, DE SETEMBRO DE 1888

MÚLTIPLAS ALTERNATIVAS

Depois deste ataque as mortes atribuídas ao Estripador simplesmente cessaram. Isso levou muitos a crer que ele era mesmo o estranho advogado chamado Montague John Druidd, cujo corpo havia sido resgatado do Tâmisa algum tempo depois da morte de Mary Kelly. Havia uma nota de suicídio, que nunca foi exposta para o público. Druitt, de fato, tinha boas relações com a alta sociedade inglesa e teria freqüentado um colégio de prestígio. Fazia parte de uma sociedade chamada Os Apóstolos, cujos membros vinham das famílias mais tradicionais da época e foram esses mesmos confrades que o acusaram de odiar as mulheres, o que lhe dava um motivo para ser o assassino. A mãe dele havia sido internada com problemas mentais e ele, com medo de que teria o mesmo destino, afogou-se. Para alguns havia uma conspiração em que Os Apóstolos poderiam ter usado sua influência para fazer com que Druitt se matasse, afim de não serem ligados aos assassinatos.

CARTA DO INFERNO:
Em 16 de outubro de 1888, George Lusk (foto) recebeu metade de um rim junto a uma carta do suposto estripador. "A outra parte eu fritei e comi, e estava muito bom", escreveu o remetente

Fora os cinco casos relatados acima, Jack o Estripador foi acusado de pelo menos outras 14 mortes, grande parte delas de prostitutas, seus alvos prediletos. Com o passar do tempo surgiram outros suspeitos, entre eles o Príncipe Alberto Victor, duque de Clarence e neto da rainha Vitória; Lewis Carroll, escritor e matemático inglês, autor de Alice no País das Maravilhas; Walter Sickert, artista alemão de ascendência holandesa e dinamarquesa, personalidade ligada a diversas teorias de conspiração que envolvem a Família Real britânica; o suspeito predileto de Patricia Cornwell e de outro ripperologista, Jean Overton Fuller; Michael Ostrog, um médico considerado louco que conseguiu se livrar de várias condenações; e sir William Gull, médico da família real, o predileto do roteirista e escritor Alan Moore, que escreveu a história em quadrinhos Do Inferno, mais tarde adaptada para o cinema com Johnny Depp.

O bairro de Whitechappel, em Londres, realiza até hoje excursões para os locais dos crimes

Com o tempo, os britânicos passaram a tirar proveito da desgraça que se abateu em Whitechappel. O bairro realiza até hoje excursões noturnas onde guias caracterizados com capas longas e cartolas guiam os interessados em passeios ao ar livre até as cenas dos crimes, com o acréscimo de histórias de fantasmas que contam que muitos já viram vultos de um homem de capa e cartola acompanhado de uma prostituta decrépita que se dirigiam para os locais dos assassinatos. O pub Th e Ten Bells, onde diz-se que era freqüentado por Polly Nichols, Anne Chapman e Mary Kelly, mudou seu nome para Jack Th e Ripper na década de 1960 e só voltou com seu nome original graças a protestos de grupos feministas. Em 2006 a revista BBC History Magazine elegeu Jack o Estripador como o pior britânico de todos os tempos. No mesmo ano os jornais de todo o mundo divulgaram um retrato falado do Estripador, gerado com tecnologia de ponta e baseado nos relatos da época. No texto da notícia os investigadores britânicos admitiram que "a polícia da época devia estar procurando pelo tipo errado de suspeito" e que o verdadeiro Jack "deveria ser assustadoramente normal, embora capaz de uma crueldade extrema". A descrição física do assassino mais famoso de todos os tempos dá conta dele ser um homem entre 25 e 35 anos, media entre 1,65 e 1,70 m de altura e ter um tipo físico corpulento.
  Web site: cantodooraculo.wordpress.com/2010/06/25/artigo-crimes-insoluveis/  Autor:   cantodooraculo.wordpress.com


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