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Folha do Delegado
Desde: 12/01/2011      Publicadas: 2101      Atualização: 14/12/2013

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  05/10/2013
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85 anos da Independência: Ode ao Quatro de Outubro

Comemorado nas ruas de Cedro de São João, Sergipe, o Quatro de Outubro é um marco no processo de construção da identidade do nosso povo.

85 anos da Independência: Ode ao Quatro de Outubro85 anos da Independência: Ode ao Quatro de Outubro
Por Ailton Francisco da Rocha

Comemorado nas ruas de Cedro de São João, Sergipe, o Quatro de Outubro é um marco no processo de construção da identidade do nosso povo. Fui informado, que este ano dentro da programação alusiva aos Oitenta e Cinco Anos de Independência será realizado um grande desfile. Lembro do meu primeiro desfile do Dia da Independência de Sete de Setembro, naquela época não se desfilava no dia Quatro de Outubro. À tarde do, dia seis, iniciava os meus preparativos, engraxando os sapatos pretos, até ficarem brilhando. As meias pretas eram postas na gaveta da banqueta do quarto; em cima delas uma calça comprida caqui, com vincos perfeitos e, num cabide, a camisa branca de manga curta, com o escudo no bolso, onde se lia "Grupo Escolar Municipal 31 de Março". Era todo o uniforme.

Dois meses de treinamento de marchas e fanfarra, além das professoras, que nos introduziam um patriotismo maravilhoso, onde o gesto de desfilar era explicado como um tributo ao País e ao nosso Município, nosso berço, que deveria ser reverenciado e defendido.

As nossas professoras, iam ao desfile muito bem vestidas, perfumadas. Assim, nos sentíamos envaidecidos de estarmos ali. No palanque oficial, o prefeito e as demais autoridades, rendiam homenagens.

A povoação de Cedro de São João, iniciou-se com a fazenda Cedro, montada no século XVIII por Antônio Nunes, exatamente no local onde está localizada a Igreja Matriz.

O nome do município originou-se do Cedro, árvore encontrada em grande quantidade na localidade, usada para cercar a primeira fazenda.

Já em 1834, além da casa do fazendeiro, havia nos arredores cerca de 20 casas de taipas construídas para os vaqueiros.

O ilustre professor Valdemar Nunes, argumentava que Cedro de São João teve sua origem em ciganos, oriundos do estado de Minas Gerais, que no começo do século XIX chegaram e se fixaram nas terras cedrenses. Leituras realizadas das obras de autores como Câmara Cascudo e Felte Bezerra, apontam indícios sobre marranos em Cedro de São João. Apesar destes dois estudiosos não detalharem os aspectos da cultura local, ambos inserem a cidade na rota da colonização marrana no Brasil.

Felte Bezerra cita no seu livro Etnias Sergipanas "A nosso ver, algum resíduo de sangue flamengo que se encontrou em Sergipe estará, antes de tudo, na margem franciscana ou, mui salpicamente, em outros pontos do interior do Estado. O reduto de alourados de Cedro, que é particularmente notável, contém um tipo de braquicéfalos, de olhos azuis ou esverdeados, que praticam quase que verdadeira endogamia e gozam a fama de uma origem cigana. Ali talvez haja, mesmo, resíduo judaico, de mistura com esses alourados, quer portugueses, quer flamengos. Entre eles há homens de compleição forte e avermelhados, embora de estatura média ou mesmo baixa, em muitos casos. As mulheres são prolíferas. Há um grande número de crianças em Cedro. O povo é longevo; lá é fácil atingir os 80 anos até mesmo os 100".

Pela Lei Provincial de 5 de março de 1835, o proprietário da Fazenda Cedro, Antônio Nunes, criou uma escola, posteriormente fechada, e que voltou a funcionar em 9 de Julho de 1872, sob a direção da professora Carolina Leopoldina Regina de Sá.

A partir do ano de 1894, passou a haver uma organização para separação política de Propriá. Surgiram três engenhos no Vale do rio jacaré: Imbira, de Antônio Santana ; Poço dos Bois, de Antônio Soares, e o da Lagoa Seca de Antônio Baptista Nascimento, que colaboraram na formação da estrutura econômica.

Em 29 de outubro de 1901, Cedro retornou à condição de Povoado, pela Lei nº 422. Pouco depois, iniciava-se um movimento pela restauração do Município, tendo como principais líderes, Antônio Batista do Nascimento, João de Deus da Rocha, Manoel da Rocha e Antônio Santana.

A Lei nº 1.015 de 4 de outubro de 1928, sancionada pelo Governador Manoel Dantas, elevou Cedro à Categoria de Vila e Sede do Município, desmembrado de Propriá, sendo instalada a Vila à 1º de Janeiro de 1929. O decreto nº 69 de 26 de março de 1938, anexou o termo à Comarca de Propriá. Pelo Decreto-Lei nº 533, de 7 de dezembro de 1944, o Município passa a ter o nome de "Darcilena", mudando para Cedro de São João em 6 de Fevereiro de 1954, pela Lei Estadual nº 554, passando a contar com mais um Distrito de Paz, o de São Francisco. Depois, o Distrito de São Francisco foi desmembrado, tornando-se Município.

Atualmente, o município pertence judicialmente a sua própria comarca, formado pelos povoados Bananeiras, Batinga, Piçarreira, Cruzes e Poço dos Bois.

Por Quatro de Outubro, por um município verdadeiramente livre, soberano e independente, dizemos presente.
  Autor:   Ailton Francisco da Rocha


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